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sábado, 30 de março de 2013

Moradores reclamam de valor de indenização por obra do Rodoanel


Emef Helio Francisco Chaves: Rodoanel iria “atropelar”, agora vai passar a 50 metros



Eles temem que montante seja inferior ao valor de mercado.

Dersa diz que valor ficará entre R$ 5 mil e R$ 500 mil.

Moradores da Grande São Paulo estão temerosos com o valor da desapropriação de suas casas e terrenos que deverão ser pagos para a construção do Trecho Norte do Rodoanel. As obras já começaram e devem ser concluídas até março de 2016.

O presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, afirmou ao SPTV desta sexta-feira (29) que os valores das indenizações devem variar entre R$ 5 mil e R$ 500 mil, dependendo do tamanho do imóvel e da regularização da obra. Caso exista escritura, o proprietário deve receber um valor que leve em consideração tanto o tamanho do terreno como as benfeitorias. Os casos serão avaliados individualmente.

A reportagem do SPTV visitou uma chácara de quase 15 mil metros quadrados, com cinco casas construídas, que deverá ser desapropriada. Segundo a família, o valor da indenização que o governo ofereceu pela chácara que fornece legumes e verduras para o Ceagesp é muito abaixo do valor de mercado.

“Os peritos que nós trouxemos avaliam entre R$ 3,5 milhões e R$ 4 milhões. Foi oferecido R$ 867 mil. É um valor muito abaixo”, afirmou o comerciante Railton Raimundo dos Santos. Na rua onde fica a chácara, várias outras famílias também vão ter que deixar o lugar onde moram.

A desapropriação segue pelo bairro e, segundo os moradores, inicialmente iria chegar até uma escola municipal do Jardim Curisco. O técnico de trânsito Francisco Florentino de Souza Filho afirmou que o barulho provocado pela passagem dos veículos deve girar em torno de 90 decibéis, o que deve atrapalhar os estudos das crianças e exigir um esforço maior dos professores. 

A mudança do trajeto original da rodovia, que vai passar por São Paulo, Guarulhos e Arujá, fez com que o Rodoanel passe também por cima de um outro bairro, o Jardim Novo Mundo. Os moradores dizem que nunca foram chamados para as audiências públicas que discutiram o projeto.

“O pessoal ameaça as pessoas. Se ele chega na sua casa para fazer o cadastro e você não quiser, eles falam que vão entrar na Justiça e que o juiz vai colocar a gente para fora”, afirmou o cabelereiro Gabriel Dimas Lima da Silva.

Uma das casas que vão ser atingidas pela obra ainda está em construção e também foi visitada pelo SPTV. O imóvel que tem 120 metros quadrados, com piso de porcelanato, móveis de alto padrão, cozinha planejada, varanda com churrasqueira, deck de madeira. O proprietário, o empresário Douglas Grugnal, teme o valor que será oferecido de indenização.

“Quando nós adquirimos o terreno e construímos era para ter tranquilidade. Nós não temos tranquilidade”, afirmou.

A obra do Trecho Norte do Rodoanel está atrasada. Há um ano, o governo de São Paulo prometeu entregar todos os trechos da rodovia no fim do ano que vem, mas esse prazo foi esticado até março de 2016. Na semana passada, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participou da inauguração das obras do Trecho Norte.

O presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, afirmou que a obra já começou com a limpeza dos terrenos e que nas próximas duas semanas os trabalhos devem avançar. Sobre a desapropriação dos imóveis, Lourenço disse que as famílias que moram em casas sem escritura só vão receber pela construção, porque oficialmente não são donas do terreno. Segundo o presidente da Dersa, cada caso vai ser analisado individualmente.

Lourenço afirmou ainda que, caso exista escritura do imóvel, o proprietário deve receber um valor de indenização que leve em consideração tanto o tamanho do terreno como as benfeitorias.

Segundo ele, estão sendo feitas reuniões com as comunidades que serão atingidas e que a Dersa concluiu um trabalho de cadastramento de mais de 3,8 mil famílias dentro do programa de assentamento. Ainda de acordo com Lourenço, as propriedades agrícolas devem ser desapropriadas prioritariamente. Ele afirmou que foram montados 13 centros de plantão para tirar dúvidas da comunidade.

Para entrar em contato com a Dersa, ligue para 0800-7266300 ou por email. Para mais informações, visite o site da Dersa.

Do G1 São Paulo - http://glo.bo/10mnooi




segunda-feira, 11 de março de 2013

Obra do Rodoanel Norte deve começar após revisão do Plano Diretor, defende presidente da Câmara


Vereador José Américo quer plano mais rigoroso na preservação de áreas verdes; último trecho do anel viário vai passar pela Serra da Cantareira



O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador José Américo, defendeu no dia 23 de fevereiro que o novo Plano Diretor Estratégico (PDE) precisa endurecer as regras para obras que geram impactos ambientais em áreas verdes da cidade. A medida visa a pressionar a estatal Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), empresa responsável pela construção do Rodoanel Mário Covas, para que altere o traçado do trecho norte, que vai atravessar a Serra da Cantareira.

“O Rodoanel Norte vai destruir 30% do bioma da Serra da Cantareira. É importante que o Plano Diretor seja mais rigoroso na preservação do verde”, afirmou o vereador durante a abertura do 6o curso Descobrir São Paulo, Descobrir-se Repórter, promovido pela empresa de comunicação Oboré, Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo e Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

O presidente da Câmara ressaltou que não é contra o trecho norte do Rodoanel, mas discorda de seu traçado, que passará pelo trecho urbano da zona norte da cidade. “O Plano Diretor diz que rodovias como o Rodoanel devem ficar a 20 km do centro de São Paulo. O Rodoanel está a 10 quilômetros. O Estado de São Paulo está dando um péssimo exemplo desrespeitando o plano”, reprovou José Américo.

O Plano Diretor está na Constituição brasileira como um instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana, obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes. O PDE paulistano, formulado em 2002, será discutido e revisto ao longo de 2013. José Américo deseja que a Dersa aguarde o término da revisão para adequar a construção do trecho norte – o último a ser feito, pois os trechos oeste e sul estão prontos e o trecho leste está com obras em andamento – ao novo plano.

Contrário à obra do Rodoanel, o consultor de trânsito Horácio Figueira avalia que o trecho norte não vai resolver o problema dos congestionamentos na cidade, pois a maioria dos veículos que utilizam o anel viário tem como destino a capital paulista. “Apenas 25% dos caminhões e 6,8% dos automóveis cruzam São Paulo sem parar na cidade. O Rodoanel virou uma grande avenida porque passa pelo perímetro urbano”, destacou o especialista, citando dados da Pesquisa Origem e Destino realizada pelo Metrô em 2007.

No dia 7 de fevereiro, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou os contratos para a construção do Rodoanel Norte, que terá 47 km de extensão. O custo total da obra e das desapropriações está estimado em R$ 5,6 bilhões, sendo R$ 2 bilhões financiados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e R$ 1,72 bilhão do Governo Federal, por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O restante sairá do Tesouro do Estado.

Segundo cálculos do consultor de trânsito Horácio Figueira, com o investimento do trecho norte do Rodoanel é possível construir 400 km de corredores de ônibus, que atenderiam 4 milhões de pessoas por dia, ou 30 km de metrô subterrâneo, transportando diariamente 1,5 milhão de passageiros.

A Dersa, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que o trecho norte do Rodoanel não terá alterações e que o traçado “foi aprovado em todos os âmbitos ambientais”. A conclusão da obra está prevista para março de 2016.

Do DM PT SP - http://bit.ly/W2DZkc

"Por Paulo Pacheco, especial para o Site de Jornalismo da Cásper Líbero"

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Rodoanel, campeão em acidentes.

SP: caminhão tomba e bloqueia 2 faixas no Rodoanel em Osasco

Acidente bloqueou duas faixas do sentido Bandeirantes e provocou 9 km de lentidão
Foto: Diogo Moreira/Futura Press


Uma colisão entre dois caminhões no trecho oeste do Rodoanel, na altura de Osasco, interditou duas faixas por mais de duas horas na manhã desta quarta-feira. De acordo com a CCR, concessionária da via, o acidente ocorreu no km 12, sentido Anhanguera, por volta das 6h10.

Com a batida, um dos veículos, que levava uma carga de frios, tombou na via. Segundo a CCR, não houve feridos. Foram feitos o transbordo da carga e a retirada do caminhão, e a via foi liberada às 8h25. Por volta das 8h45, havia 9 km de lentidão no trecho oeste do Rodoanel, entre a região de Embu e Osasco, do km 27 ao km 18.

Mais cedo, às 5h54, outro acidente a poucos quilômetros dali também interditou duas faixas do trecho oeste do Rodoanel. Segundo a CCR, três carretas se envolveram em uma batida na altura do km 7, também sem vítimas, e bloquearam parte da pista até as 7h02.

Do Terra

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Rodoanel, ainda sem acessos concretizados, traz mudanças para Mauá


Quatro anos após o início das obras;
 o Rodoanel foi entregue no dia 1º de abril de 2010.

Porém, o trecho sul, que interliga Mauá com as mais importantes rodovias que cruzam o Estado de São Paulo, ainda não havia sido finalizado na região que corta o município. Estão inacabados alguns detalhes chamados “acessos”, que fazem a pista do Rodoanel chegar e sair da cidade.

Os acessos são extensos e envolvem complicações, que dizem respeito a desapropriações em alguns pontos de Mauá, como no Jardim Oratório (que teve mais de 2.300 famílias removidas); investimentos em trevos, viadutos e alargamento de pistas (que chegam a R$ 82 milhões); sincronização do tempo dos semáforos nos cruzamentos; aumento no número de faixas de circulação de carros em avenidas que comportam a mudança e mapeamento das melhores rotas de fuga da região e vias de cidades vizinhas, para que os motoristas sejam induzidos a usá-las.

Mesmo com os acessos em construção, o Rodoanel já começou a mostrar a sua cara à população mauaense. A avenida Papa João 23 está recebendo novo formato, com algumas alças de entrada e saída da pista principal do Rodoanel.

Já na avenida Alberto Soares Sampaio, no bairro Capuava, ainda faltam mais alguns detalhes para o seu término, como alças de acesso, correção imediata do asfalto e iniciativa para melhora do trânsito naquela região.

sábado, 30 de julho de 2011

Promotor cobra ação contra impacto social de Rodoanel


Trecho sul do Rodoanel em Mauá, na Grande São Paulo; promotor cobra ação contra impacto social da obra


O promotor Maurício Ribeiro Lopes encaminhou na terça-feira (26) um ofício à Dersa e à Secretaria de Transportes de SP com o intuito de evitar impactos sociais no entorno das obras dos trechos norte e leste do Rodoanel, as próximas etapas da construção.


Reportagem publicada no último domingo pela Folha mostrou que a migração de operários aumentou o número de grávidas abandonadas --inclusive adolescentes-- no entorno da obra do trecho sul, em São Bernardo do Campo (Grande SP).

No ofício, Lopes pede 'indicações do tipo de providências que adotarão para evitar que esses problemas se reproduzam'. Já existem dois inquéritos do Ministério Público para apurar eventuais irregularidades no trecho norte. Esse ofício será juntado ao inquérito.

'A gente pode passar a exigir um dimensionamento das consequências sociais no estudo de impacto ambiental dessas grandes obras.'

Na terça-feira (26), cinco vereadores de São Bernardo do Campo se reuniram com moradores para discutir a questão e agendaram para o próximo dia 8 uma audiência com presença de deputados estaduais e federais da região.

O governo federal diz já ter tomado providências para que o problema não ocorra na obra da usina de Belo Monte, no Pará.

Segundo o secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, Rogério Sottili, um decreto de outubro criou um grupo de trabalho para levar a presença do Estado à região.

'Esse comitê gestor começa a preparar propostas de serviços públicos --de saúde, educação, combate à exploração sexual da criança e adolescente, que infelizmente é uma consequência de canteiros de grandes obras.'

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O mito do planejamento tucano nas obras viárias da região metropolitana de São Paulo

O governo do Estado de São Paulo, nas mãos do PSDB há 16 anos, sempre se gabou de excelência administrativa, com seus “choques de gestão” e com a qualidade de seu planejamento, marca registrada de uma administração supostamente austera na realização e cumpridora de prazos. Não é o que os munícipes têm visto. A seguir, estão expostos alguns casos nos quais a falta de planejamento, alem de causar atraso no prazo de entrega das obras, acarreta um sobrepreço, muito superior aos gastos previstos inicialmente na licitação. A má gestão do dinheiro público e o seu consequente desperdício são a real marca dos governos do PSDB em São Paulo

Na Jacu-Pêssego, o aumento do valor da obra chega a 175%

A Jacú-Pêssego é uma avenida da capital paulista construída em 1996. Com a inauguração, em 2008, do acesso Rodovia Airton Sena, foi anunciado o seu prolongamento, entre o trevo da Avenida Ragueb Chohfi, na zona leste da capital, até a Avenida Papa João 23, em Mauá, possibilitando aos motoristas chegar ao trecho sul do Rodoanel. Essa obra, que fazia parte do calendário eleitoral de inaugurações do ex-governador e candidato a presidente derrotado José Serra, foi entregue incompleta e com atraso em outubro de 2010. O gasto inicial previsto na licitação, de R$ 835 milhões, dobrou até essa data, para atingir R$ 1,9 bilhão. Já consumiu dos cofres públicos R$ 2,3 bilhões – 175% de sobrepreço - e a ultima previsão do governo é que estará concluída somente em setembro.
Até lá, os moradores dos bairros da zona leste continuarão a sofrer com as enchentes, devido a falta de obras de infraestrutura para a solução do problema, e os motoristas, a conviver com os assaltos que ocorrem com frequência na via, por falta de iluminação.

Rua Confederação dos Tamoios, na Zona Leste,  ficou esburacada após as obras

Av.Jacú-Pêssego iluminada emergencialmente por geradores a diesel

Sobrepreço da duplicação da Marginal Tietê equivale a sete hospitais

Uma das jóias do calendário eleitoral de inaugurações do ex-governador e candidato a presidente derrotado José Serra era a duplicação da avenida marginal Tietê. Anunciada com pompa, a propaganda da obra, orçada inicialmente em R$ 1 bilhão, prometia reduzir em 35% o tempo gasto no seu percurso. Mas, assim como toda obra tucana, essa também peca pela falta de planejamento e qualidade de gestão. Com o seu custo elevado em 75% acima do previsto inicialmente, e 10 meses de atraso, foi entregue nesta quarta-feira, 27/07,a ponte estaiada sobre o rio, que integra o complexo viário, sem a conclusão e sem a previsão de construção da alça de acesso ao bairro do Bom Retiro. A pressa explica-se pelo calendário eleitoral – as eleições municipais de 2012.
Com o sobrepreço de R$ 750 milhões, seria possível construir 300 escolas, ou 7 hospitais de 200 leitos cada.

 Ponte estaiada inaugurada sem a prometida alça de aceso para o Bom Retiro

Na parte superior, a esquerda, o acesso ao Bom Retiro sem previsão de entrega 

Rodoanel trecho Sul, paradigma do mau planejamento tucano.

O trecho sul do Rodoanel, outra obra eleitoral do ex-governador e candidato a presidente derrotado José Serra, é o campeão da falta de planejamento/incompetência. Realizada a toque de caixa, a via cruza dois dos reservatórios de água estratégicos da região metropolitana, as represas Billings e Guarapiranga. São inúmeras as denúncias de não cumprimento das exigências previstas no EIA-Rima, para a obtenção da licença ambiental.

O metodo de corte-aterro causa danos irreparáveis ao meio ambiente

Pressa e falta de experiência colocam vidas em risco no Rodoanel trecho Sul

A queda de três vigas de uma viaduto em construção, no dia 13 de novembro de 2009 ferindo 3 pessoas, foi um sinal de que a pressa na construção do trecho sul do Rodoanel iria provocar muitos problemas no futuro. De fato, no dia 26 de julho, a imprensa noticiou que um erro no projeto, ao custo de R$ 17 milhões, inviabiliza o uso da principal alça de acesso do Rodoanel à rodovia Regis Bittencourt, em Embu das Artes. Inaugurada em junho do ano passado, a via não é liberada pela concessionária Autopista Regis Bittencourt e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres sob a justificativa de que é insegura, em razão da existência de um afunilamento da pista no seu lance final. Esse grosseiro erro de engenharia exige dos motoristas que reduzam forçosamente a velocidade, mais do que a cautela ou as leis do trânsito o exigiriam.

Inexperiência, pressa e economia de matérias segundo os especialistas

R$ 17 milhões na mais cara obra eleitoral do estado

Os Filhos do Rodoanel

O descaso dos tucanos paulistas para com as pessoas carentes não é novidade. Mas no caso do trecho sul do Rodoanel é gritante. Desatentos ao fato de que uma obra desse porte atrairia milhares de operários - 22 mil no auge da construção – os responsáveis pelo planejamento e gerenciamento da obra não previram o problema social que disso adviria. O resultado é que nas regiões por onde a obra passou ficou um rastro de bares e pequeno comércio falidos, tráfico de drogas, prostituição infantil e mães solteiras.
De acordo com estatísticas das autoridades dos municípios por onde passa o Rodoanel, houve um aumento na taxa de natalidade nas proximidades dos canteiros da obra. Isso foi confirmado em reportagem feita pelo jornal tucano Folha de São Paulo, na edição de 24/07/2011. Entrevistadas, mulheres residentes no local informam que tiveram filhos de operários da obra.

Mãe de filho do Rodoanel chora sem condições de criar o rebento

A tecnologia tucana em atraso e sobrepreço também na prefeitura de São Paulo

Na Prefeitura de São Paulo o planejamento tucano também está presente, desde a breve passagem por lá do ex-governador e candidato a presidente derrotado José Serra. O viaduto Padre Adelino, na zona leste da capital, é um dos exemplos ilustrativos de sua marca registrada. Iniciada em 2007 com dois anos de atraso, a obra deverá ser concluída somente em agosto, dez meses depois do prazo inicialmente previsto. E o sobrepreço? A justificativa oficial das desapropriações não previstas originalmente eleva o seu custo em R$3,2 milhões.

 Obras que nunca acabam no Viaduto Adelino - 1

 Obras que nunca acabam no Viaduto Adelino - 2


Obras que nunca acabam no Viaduto Adelino - 3

Com informações do Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e dos blogs Movimento Rodoanel Não e A verdade do Rodoanel

terça-feira, 26 de julho de 2011

Obra de R$ 17 milhões no Rodoanel tem falha e não pode ser inaugurada



Uma falha no projeto impede a abertura da principal ligação do Trecho Sul do Rodoanel para a Rodovia Régis Bittencourt, em Embu das Artes. A alça de acesso está totalmente pronta há mais de um ano, com as faixas pintadas no asfalto e as placas de limite de velocidade colocadas. No entanto, a obra de R$ 17 milhões não pode ser inaugurada, pois, do jeito que está, há risco de acidentes para os veículos que chegam na Régis.

A alça de acesso ficou pronta em junho do ano passado – dois meses após a inauguração do Trecho Sul. Há outra ligação com a Régis Bittencourt, aberta com a inauguração do Trecho Oeste (2002), mas é longa, cheia de curvas e feita para baixa velocidade. A nova alça é uma ligação direta com a pista expressa da rodovia.

Mas a nova ligação não obtém a liberação para o tráfego da concessionária que administra a Régis Bittencourt (Autopista Régis Bittencourt) nem da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O argumento é que ela é insegura, pois há um afunilamento no final da alça, bem no encontro com a Régis Bittencourt. Essa situação exige que os motoristas reduzam a velocidade para entre 40 km/h e 60 km/h.

O problema é que esses veículos vão dividir espaço com os que trafegam na Régis Bittencourt, a uma velocidade de até 90 km/h. “Sob o ponto de vista da segurança, essa geometria apertada no final é totalmente inadequada e pode haver conflito e acidentes”, disse o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Figueira. Ele acrescenta que é necessário um trecho segregado, de 500 metros, para os veículos ganharem velocidade.

Essa é justamente uma das exigência da concessionária responsável pela rodovia. A previsão é que a abertura leve pelo menos mais dois meses. Um novo projeto da empresa de Desenvolvimento Rodoviário SA (Dersa) – ligada ao governo estadual e responsável pelas obras do Rodoanel – foi aprovado pela ANTT e pela Autopista. Para viabilizar mais rapidamente, não será preciso de imediato a construção de uma outra faixa, mas os caminhões e ônibus não poderão usar a nova ligação.

A Dersa afirma que não houve erro no projeto, que foi apreciado e aprovado pelas autoridades federais. A empresa atribui a demora à concessionária, que teria pedido para adiar a abertura, pois faria melhorias no asfalto. Depois, a Autopista teria modificado as exigências para a abertura.

Enquanto a nova alça não é aberta, os motoristas usam o acesso antigo. É uma ligação cheia de curvas, feita em baixa velocidade, que provoca congestionamentos, além de riscos de acidentes.

Os moradores e pessoas que trabalham no Bairro Vista Alegre reclamam que chegam a levar até uma hora para percorrer o trecho entre o fim do acesso do Rodoanel até a entrada da cidade.

Do Contexto Livre

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pedágio do Trecho Sul deve começar neste mês


A cobrança de pedágio no Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas deve ser antecipada para julho. O Consórcio SPMar – responsável pela administração da rodovia – já cumpriu mais de 70% das obrigações previstas no contrato de concessão e pretende encerrar tudo até o próximo mês. Após essa data, caberá à Artesp, agência reguladora estadual dos serviços de transporte, auditar as ações e aprovar o início da cobrança.

O contrato de concessão foi assinado no dia 10 de março. O consórcio vencedor da licitação ficou responsável pelas obras de construção do Trecho Leste e também pela administração do Sul, podendo em contrapartida explorar os pedágios. A cobrança deve ter início em até seis meses a partir da assinatura e após a conclusão de algumas intervenções, como a instalação de placas de sinalização e reparos no asfalto.
“Não vou falar em início da cobrança de pedágio, porque isso quem define é a Artesp. Mas eu acredito que é possível completar meus trabalhos até julho e aí vai ser submetido à Artesp que vai aprovar a cobrança”, diz o diretor executivo do consórcio SPMar, Marcelo de Afonseca, na manhã desta quinta-feira, durante evento no qual apresentou um balanço dos três primeiros meses de concessão da rodovia.

O consórcio SPMar venceu a licitação em novembro do ano passado após propor o menor valor para o pedágio do Trecho Sul: R$ 2,19. A correção do valor pelos índices de inflação deve fazer com que o pedágio fique entre R$ 2,40 e R$ 2,50. Haverá praças de pedágio em todas as saídas da via, mas os motoristas só pagarão uma única vez.

Um dos principais problemas no Trecho Sul, a falta de sinal de celular em determinadas regiões, deve ser integralmente resolvido apenas no fim do ano. A instalação das torres de telefonia começou apenas em março e estão atualmente em operação 9 das 14 previstas – o que proporciona uma cobertura em 70% da rodovia. A previsão é que as demais torres entrem em operação até dezembro.

A comunicação também é agravada porque os telefones de emergência (call box) estão previstos para até março do ano que vem. O SPMar afirma que intensificou as rondas com as viaturas para chegar mais facilmente a pessoas com problemas. “Coloquei todos os meus veículos para rodar e não apenas as viaturas de inspeção. Fazem o trajeto também os guinchos e o veículo de apreensão de animais. Por isso nós passamos em média a cada 15 minutos em cada ponto da rodovia”, diz Afonseca.

Nos três meses, foram registrados 45 acidentes, sendo que em metade deles houve feridas. Duas pessoas morreram. O consórcio também atendeu nesse período 5,2 mil motoristas com problemas mecânicos, pneu furado, entre outros fatores – em média um a cada 30 minutos.

- “O BID NÃO APROVOU O PROJETO AINDA”

Reunião em hotel na Zona Sul com BID, Dersa e ambientalistas.

"O BID não aprovou o projeto ainda, estamos em processo de análise. O processo não foi aprovado, estamos em fase de colher subsídios para melhoria do projeto." Palavras da eng. Vera Lúcia, representante do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento no Brasil, responsável pelo projeto de financiamento internacional do Rodoanel Trecho Norte. Essa declaração foi dada em reunião no dia 12 de Julho, ao ser questionada sobre o uso do logotipo do BID e divulgação na imprensa, de que a aprovação já estaria consagrada pelo banco, antes mesmo da Licença Ambiental prévia consedida pelo CONSEMA. O financiamento, portanto, ainda não está decretado.

 A reunião aconteceu em uma sala do hotel Tryp no Itaim Bibi, com presença, por parte do BID , de Andrés Consuega, advogado, Maria da Cunha, gestão social, Ernani Pilla, da salvaguarda de Washington.  Presentes também Marcelo Arreguy do Dersa, Ana Maria Iverson e Carlos Aranha da JGP,  Dr. Gilberto Leme do MPE, com os técnico Roberto, biólogo e Denis, geógrafo, Carlos Bocuhy, representante da Proam e do Conama, e os técnicos da sociedade civil, responsáveis pelo Counter Rima, que gerou essa reunião: Mauro Vitor, Marco Martins, prof. Antonio Manoel, eng. Mario Santos, dr. Betarello e dr. Carlos Eduardo.

Reunião em hotel na Zona Sul com BID, Dersa e ambientalistas.

O tom técnco-jurídico da reunião demonstrou o alto nível das preocupações ecossistêmicas com a Serra da Cantareira. A afirmação do promotor de que deve entrar breve com a ação civil pública contra a obra ante os argumentos expostos brilhantemente pelos técnicos do MPE agradou aos ambientalistas. A dúvida pairou sobre os andamentos do processo, uma vez que mesmo o BID talvez seja indagado em em Washington sobre esse assunto.

 Continua a luta para que, como um dia insinuou o então governador José Serra, possamos ter em São Paulo uma “rodoferradura”, com traçado zero ao Norte da cidade.

domingo, 10 de julho de 2011

Novo trecho do Rodoanel muda o panorama da Serra da Cantareira


Imóveis serão desapropriados e o equivalente a 160 campos de futebol desaparecerá

A queda de braço é antiga. Desde os anos 90, quando o governo estadual anunciou a construção do Rodoanel — uma das maiores e mais importantes obras viárias do Brasil —, alguns grupos de ambientalistas e uma parte dos moradores da Serra da Cantareira protestam contra o projeto do Trecho Norte da estrada, que vai cortar o bairro. Trata-se da mais extensa reserva florestal da região metropolitana, com 7.900 hectares, o equivalente a cinquenta Parques do Ibirapuera.

O projeto inicial era fazer o cinturão na parte mais alta da zona de proteção, rica em mananciais — cerca de 60% da água consumida pelos paulistanos brota dali. Esse problema foi corrigido, com a definição, em 2009, de um novo traçado, que margeia a parte mais baixa do local. Ele prevê a construção de sete túneis, cinco dos quais por debaixo da área, cujo perímetro permanecerá intacto.

Na semana passada, o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) concedeu a licença prévia que autoriza o início dos trabalhos. “O trajeto adotado causará o menor impacto possível à fauna e à flora do lugar”, afirma Laurence Casagrande Lourenço, presidente da Dersa, a estatal responsável pela obra.

Orçado em 6,1 bilhões de reais, o novo trecho terá 44 quilômetros de extensão e interligará as rodovias Dutra, Fernão Dias e Bandeirantes. Em torno de 62.000 veículos por dia são esperados por ali, o que desafogará o trânsito e diminuirá a poluição na capital. Segundo a previsão, as escavadeiras devem começar a operar em novembro e encerrar os trabalhos no fim de 2014.
A expectativa do início das obras já mexe com a vida de uma parte dos moradores da região. Cerca de 2.000 famílias que ocupam terrenos invadidos em meio ao percurso da obra devem ser removidas. Elas poderão se inscrever em programas de habitação ou aceitar uma indenização, de cerca de 40.000 reais. Outros 2.100 imóveis e terrenos com escritura também precisarão ser desapropriados. Um total de 112 hectares de mata nativa, ou 160 campos de futebol, sumirá. Como compensação, a Dersa promete reflorestar uma área quatro vezes maior.

Utilizada como rota de tropeiros nos séculos XVI e XVII (o nome Cantareira vem do hábito desses viajantes de levar água em grandes jarras chamadas de cântaros), a região começou a ser explorada pelos paulistanos somente há poucas décadas.

A partir dos anos 70, grupos mais alternativos se mudaram para lá em busca de paz e sossego. Entre os moradores célebres da época estavam os roqueiros dos Mutantes, que ensaiavam na varanda da casa de Arnaldo Baptista e Rita Lee, em meio à mata, e os também cantores Elis Regina e Renato Teixeira. Hoje, a população local, calculada em 10.000 pessoas, mistura donos de casas em condomínios de alto padrão, praticantes de esportes radicais que baixam por lá nos fins de semana para explorar suas trilhas e gente interessada em aproveitar o circuito de bares e restaurantes no estilo rústico.
A nova estrada ainda divide a opinião dos residentes e frequentadores. “Nossa vida será totalmente impactada”, diz a gestora ambiental Ivini Ferraz, moradora da região e coordenadora da ONG Recanta, voltada para a preservação da mata local. “Agora, teremos de nos preparar para conviver com a fumaça e o barulho dos caminhões.”

Uma boa parte dos que habitam a Cantareira, no entanto, vê a iniciativa com bons olhos. “Muitos dos que reclamam da chegada do Rodoanel não fazem ideia de qual será seu trajeto”, acredita Palmor Carlos Guilherme de Almeida, vizinho da reserva há 22 anos e dono de uma imobiliária nas redondezas. Ele entende que a parte nobre da região está bem protegida no projeto aprovado. “Se o acesso às rodovias próximas melhorar, só teremos vantagens, como imóveis mais valorizados”, torce o empresário.
CIFRAS DA GRANDE OBRA

112 hectares de mata nativa, o equivalente a 160 campos de futebol, serão derrubados. O governo estadual promete reflorestar uma área quatro vezes maior
2.000 famílias que vivem em áreas invadidas serão encaminhadas para programas habitacionais ou receberão cerca de 40.000 reais de indenização
2.100 imóveis e terrenos com escritura também precisarão ser desapropriados
7 túneis e 20 viadutos serão construídos para minimizar o impacto ambiental
6,1 bilhões de reais serão gastos com a construção da estrada, que ajudará a desafogar o trânsito e a diminuir a poluição da região metropolitana

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Governo do Estado amplia para 4.100 as famílias que serão despejadas para obras do Trecho Norte


Plano de remoção do governo do Estado prevê que 4.100 famílias serão removidas para a construção do Trecho Norte do Rodoanel. Esta estimativa é 52% a mais do que a previsão inicial.

A Bancada do PT na Assembleia Legislativa defende mudanças no traçado para que o impacto socioambiental seja o menor possível. Tanto que foi realizada, em 14 de abril, audiência pública na Assembleia Legislativa para debater o tema. No entanto, o governo do Estado não compareceu. “Como pode uma audiência para tratar de um tema dessa importância e não ter a presença de representantes do governo do Estado, mas especificamente da Dersa?”, questiona o deputado Enio Tatto, líder da Bancada do PT.

Em dia 27 de abril, os deputados do PT, Luiz Claudio Marcolino, José Zico Prado e Alencar Santana, estiveram em Brasília reunidos com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, para expor os problemas de habitação que a obra poderá caousar. O governo federal participará da construção do Rodoanel com R$ 1,8 bilhão e os deputados defenderam, junto ao ministro, o acompanhamento da execução dos compromissos firmados para compensação.  

Propostas por deputados da Bancada do PT, neste mês de junho, acontecem uma série de audiências públicas nos bairros afetados, para que a população obtenha, junto a Dersa, os critérios de como devem ocorrer as remoções.

Famílias dizem que total de atingidos é cinco vezes maior

Lideranças e moradores envolvidos nas discussões do Trecho Norte contestam  as estimativas do governo. Na avaliação deles, o número de famílias que estão em áreas irregulares e devem ser reassentadas é cinco vezes maior.

“A gente trabalha com cerca de 20 mil famílias. Queremos andar pelos bairros com os técnicos da Dersa para mostrar o que realmente existe”, afirma o líder comunitário Miguel Gomes, de 45 anos, morador de Taipas, na zona norte de São Paulo.

O deputado estadual Alencar Santana (PT) afirma que uma avaliação subestimada do número de famílias pode aumentar, no futuro, o custo da obra. “Como podem apresentar um valor se o custo social ainda não é certo?” Segundo ele, o aumento da estimativa de imóveis atingidos para 4,1 mil demostra que há “contradições”. 

“Na alteração do trajeto feita em maio, o número de atingidos em Guarulhos, por exemplo, caiu pela metade. Mesmo assim, aumentaram a estimativa. Mostra que existe um  erro.”

A crítica do advogado Carlos Eduardo de Castro Souza, que defende moradores de um condomínio vizinho à rota do Rodoanel, é que o plano de remoções veio tarde. “Isso deveria estar já no Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). Está previsto nas diretrizes do próprio estudo.”

A previsão de pagamento de aluguel social enquanto as unidades da CDHU não estiverem prontas também causa desconfianças. “A sociedade não aceita isso. Deveria  acomodar as pessoas primeiro e depois começar a obra”, diz a ambientalista Elisa Puterman, conselheira dos Parques da Cantareira e do Alberto Loefgren.

Elisa teme que o projeto de remoções não seja respeitado e não dê conta de todas as famílias. “Parece que querem a licença ambiental e depois tocar as obras como quiserem”. (O Estado de S. Paulo – 9/6/2011)

Leia a seguir reportagem do jornal O Estado de S. Paulo (9/6/2011):

Rodoanel Norte agora removerá 4.100 imóveis

O Trecho Norte do Rodoanel vai desapropriar pelo menos 4,1 mil imóveis, 52% a mais que a estimativa de 2,7 mil previstas inicialmente. É o que mostra o plano de remoção feito pelo governo de São Paulo, que prevê R$ 723 milhões para desapropriações e reassentamentos - cerca de 12% do orçamento da obra.

Ao lado da questão ambiental - que sempre foi o entrave para que o trajeto saísse do papel -, a questão habitacional e social da obra, de 44,2 quilômetros e R$ 5,8 bilhões, é o que mais tem mobilizado a população. As pistas devem atravessar áreas verdes, propriedades agrícolas, favelas e até mesmo áreas nobres de São Paulo, Guarulhos e Arujá.

A Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), empresa ligada ao governo e responsável pela obra, estima que 2,1 mil imóveis que serão destruídos pelo Rodoanel têm escritura. Anteriormente, a estimativa era de que 1, 4 mil propriedades tivessem título de propriedade. Segundo a Dersa, a diferença se explica porque agora áreas desmembradas também foram contabilizadas.

A essas pessoas será reservada a maior parte dos recursos. Serão R$ 568 milhões - 79% do total. Cerca de R$ 8 milhões vão para custear suporte técnico, como laudos e serviços jurídicos, e o restante será usado para a compra desses imóveis.

"Apesar de um custo muitas vezes maior, preferimos essa modalidade, porque é mais segura. E também não corremos o risco de pagar duas vezes pelo mesmo local", diz o presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço. Segundo ele, os valores foram estipulados depois de serem estudados custos de metro quadrado e características do uso das propriedades.

Irregulares. O maior desafio se refere às propriedades sem escritura - loteamentos irregulares, ocupações e favelas. Estudo realizado por contagem de telhados e qualificação das moradias aponta que 2 mil famílias nesse perfil terão de deixar suas casas - anteriormente, eram 1,3 mil.

Para esses casos, serão investidos R$ 155 milhões em duas modalidades de reassentamento: indenização e unidades habitacionais. "A família escolhe o que for melhor. Se o valor da avaliação não for interessante, pode ir para uma unidade", diz Casagrande.

A expectativa é de que 70% das famílias, cerca de 1,4 mil, prefiram indenizações - que deverão ser pagas no ato da desocupação. Calcula-se uma média de R$ 40 mil, mas pagamentos podem chegar a R$ 200 mil, dependendo do imóvel, garante o presidente da Dersa. Caso haja um comércio, a companhia se compromete a pagar uma bolsa de lucros cessantes no prazo de até seis meses.

A previsão é de que 600 famílias optem por unidades habitacionais. Para isso, há um convênio de R$ 73 milhões com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assina hoje o contrato.

A parceria leva em conta custo de R$ 110 mil por família, incluindo o apartamento, a mudança, os documentos e até 36 meses de aluguel social (R$ 480 mensais). O objetivo é que as unidades sejam entregues até junho de 2012.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ambientalista alerta para impactos do Rodoanel na natureza

Dersa só entregou um parque, de sete, para compensação ambiental do Rodoanel Sul

Municípios cortados pelo Trecho Sul foram informados de que os parques seriam entregues pelo Dersa até o fim do ano passado. A empresa seria responsável por desapropriar as áreas, cercá-las e construir prédios e equipamentos necessários para depois entregá-los às prefeituras.

Para fazer a compensação ambiental pela obra do Trecho Sul do Rodoanel, sete parques foram previstos – Bororé, Varginha, Itaim, Jaceguava, Riacho Grande, Embu e Itapecerica. No entanto, após mais de um ano de funcionamento da rodovia, o Dersa (empresa ligado ao governo do Estado) entregou apenas um – Embu, em novembro de 2009.

Municípios cortados pelo Trecho Sul foram informados de que os parques seriam entregues pelo Dersa até o fim do ano passado. A empresa seria responsável por desapropriar as áreas, cercá-las e construir prédios e equipamentos necessários para depois entregá-los às prefeituras.

Até agora, apenas o parque de Embu foi repassado. Todos os outros ganharam novo prazo de entrega: o segundo semestre deste ano. Mas até a única unidade considerada pronta pelo Dersa está distante de se tornar parque. "O que se está chamando de parque na verdade é um terreno desapropriado e cercado, que era o combinado desde o início com a Dersa. O parque somos nós agora que vamos fazer", diz o prefeito de Embu, Chico Brito (PT).

O investimento da empresa ligada ao governo estadual nesse parque foi de R$ 27,5 milhões (R$ 27 milhões para desapropriação e o restante para cercar o terreno). A prefeitura elaborou um projeto de R$ 32 milhões. Um quarto desses recursos já foi obtido com o governo federal, o que possibilitou o início das obras.

Desapropriação

O maior problema para tirar os outros parques do papel envolve dificuldades para desapropriar terrenos. No caso dos parques do Rodoanel, no entanto, os municípios não aceitam terrenos com pendências. O resultado é que muitos já estão cercados e com portarias, mas na prática são terrenos abandonados e sem utilidade. O que era para ser um parque aberto à população ou unidade de conservação se torna local de mato alto e alvo de vândalos. "O novo prazo que nos deram é dezembro. Enquanto isso, a região sofre ações de vândalos, parte da cerca foi roubada", conta o consultor da prefeitura de São Bernardo Ronaldo Tonobohn.

Tantos entraves fizeram com que o própria Derso repensasse seu modelo de transferência de parques. A empresa afirma que, em empreendimentos futuros, como o Rodoanel Norte, vai destinar recursos para que a desapropriação seja feita pelas prefeituras. O Dersa informou que ainda não foi possível estimar os prejuízos financeiros com as ações dos vândalos. "Os custos estão sendo apurados por meio de levantamentos ."

*com informações do jornal O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 23 de maio de 2011

CRONOGRAMA DAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS DO RODOANEL QUE ESTÃO SENDO REPASSADAS AO DERSA


Segundo reunião do Fórum Contra o Traçado do Rodoanel, ocorrida no dia 23 de maio de 2011 na Câmara Municipal de São Paulo, foi definida a seguinte lista com as audiências públicas acordadas nas reivindicações com a Dersa para apresentação das mitigações sociais e ambientais do Rodoanel.

1 – Jardim. Corisco/Vila Rica/ Três Cruzes/Cabuçu
Data: 04/06/2001 Horário: 11 horas
Local: Escola Municipal Cel. Hélio Franco – Jd. Corisco
Lideranças responsáveis: Denilson e Francisco

2 - Jardim Pedra Branca/Tremembé
Data: 04/06/2011 Horário: 15 horas
Local: Centro Comunitário Nossa Senhora Aparecida
Lideranças responsáveis: Cristina e Januário

3 – Jardim Paraná
Data: 11/06/2011 Horário: 10 horas
Local: Ainda não determinado
Lideranças locais: Tião e Chiquinho

4 – Parada de Taipas
Data: 11/06/2011 Horário: 15 horas
Local: Ainda não determinado
Lideranças responsáveis: Sônia, Luciene, Rose, Miguel e Mônica

5 – Jardim Peri/Inajar de Souza
Data: 18/06/2011 Horário: 10 horas
Local: Ainda não determinado
Lideranças responsáveis: Tião e Chiquinho

6 – Brasilândia
Data: 18/06/2011 Horário: 15 horas
Local: Igreja de zinco – Vila Penteado
Lideranças responsáveis: Silva e Giba

Obs: Todas as reuniões acontecerão nos sábados, sendo duas por dia, uma na parte da manhã e outra à tarde.

Os locais ainda não determinados assim como os endereços das audiências serão repassados pelas lideranças responsáveis o mais breve possível.

Lembrando da AUDIÊNCIA PÚBLICA DIA 27 DE MAIO ( NA PRÓXIMA SEXTA FEIRA), ÀS 11 HORAS NA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO, chamada pela Comissão de Políticas Urbanas, sendo convidados a Dersa e o Secretário de meio ambiente Eduardo Jorge.

domingo, 15 de maio de 2011

Matéria do Estadão de 15-05 sobre terminal de cargas no Rodoanel Norte

Matéria do Estadão de 15-05 sobre terminal de cargas no Rodoanel Norte deixa claro a posição da PMSP a favor do Rodoanel e já está em processo avançado de planejamento do novo terminal de cargas na Fernão Dias.

Matéria do Estadão de 15-05 sobre terminal de cargas no Rodoanel Norte

Construção do Rodoanel Trecho Norte poder ser decidido em plebiscito

Em breve, a Câmara Municipal de São Paulo votará o Projeto de Decreto Legislativo, proposto pelo vereador Chico Macena, que levará a consulta pública, por meio de um plebiscito, o traçado norte do rodoanel.

Se aprovado, o plebiscito será organizado pela Justiça Eleitoral, e todos moradores poderão votar optando pelo melhor traçado para o Rodoanel norte. O PDL 31/2011 foi protocolado em 11 de maio e previsão é que seja votado em plenário já no próximo semestre.

Segundo o vereador Chico Macena, o objetivo é saber a opinião da população da cidade de São Paulo sobre o atual traçado do Rodoanel-Trecho Norte, que terá cerca de 40 quilômetros de extensão, sendo 22 quilômetros dentro do município. A iniciativa do vereador está amparada no artigo 10º da lei Orgânica.

Clique AQUI e veja a íntegra do PDL

Do site do Vereador Chico Macena

quarta-feira, 4 de maio de 2011

DERSA admite: no mínimo 2,7 mil pessoas perderão suas casas

DERSA admite: no mínimo 2,7 mil pessoas perderão suas casas. DERSA vai mudar o traçado. A mobilização, com esta vitória, tende a se intensificar.

DERSA admite: no mínimo 2,7 mil pessoas perderam suas casas

Matéria do Estadão de 04/05 sobre a mudança do traçado do Rodoanel trecho norte depois de meses de mobilização da população da região e entidades da sociedade civil.

Matéria do Estadão de 04/05 sobre a mudança do traçado do Rodoanel trecho norte

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Para especialistas, investimento em transporte público é solução para trânsito

A frota de veículos da cidade de São Paulo ultrapassou os 7 milhões em março deste ano, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Desse total, mais de 5 milhões são automóveis, contribuindo para aumentar o problema dos congestionamentos na capital.

Segundo o consultor de engenharia de tráfego e transportes Horácio Augusto Figueira, se todos esses carros, ônibus, motos e caminhões estivessem circulando ao mesmo tempo na capital paulista, não haveria espaço suficiente para que ficassem parados um atrás do outro nas vias.

Para resolver esse problema, que afeta a vida diária do paulistano, os especialistas consultados pela Agência Brasil afirmaram que é preciso uma mudança de foco do Poder Público nas três esferas de governo: deixar de investir em asfalto e no transporte individual e passar a concentrar esforços nos veículos de massa, principalmente nos de trilhos como metrôs e trens.

“Experiências em outras cidades mostraram que o único jeito é abrir espaço para infraestrutura de transporte coletivo. Não dá mais para a gente ocupar espaço na cidade com sistema viário, com rua e estacionamento, não tem mais espaço para expandir isso. A ocupação desses espaços por automóveis individuais otimiza pouco: um automóvel, carregando uma ou duas pessoas, ocupa muito espaço. Se aproveitar esse espaço para colocar um sistema de transporte coletivo, num espaço menor, vai ser transportada uma quantidade maior de gente”, explicou Kazuo Nakano, arquiteto urbanista do Instituto Pólis.

Para tentar controlar o trânsito caótico da capital, a prefeitura de São Paulo apostou em um conjunto de medidas: a restrição de tráfego de caminhões e de ônibus fretados, implantação de motofaixas nos corredores da Avenida Sumaré e da Avenida Vergueiro, ampliação de ciclovias e ciclofaixas e até operações nos corredores de ônibus para aumentar a velocidade dos coletivos. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as medidas foram acertadas, já que “houve melhora significativa nos índices de lentidão”.

Também foram realizadas obras na Marginal Tietê e inaugurados dois trechos do Rodoanel, que contorna a capital, a região metropolitana e o entorno. Segundo a Dersa - Desenvolvimento Rodoviário S.A, as obras de readequação e alargamento da Marginal Tietê foram iniciadas em 2009 e liberadas ao tráfego ao longo do ano e em 2010. Já o trecho sul do Rodoanel, sob concessão da SPMar, foi inaugurado em março de 2010, ao custo de R$ 5 bilhões, e liga a Rodovia Régis Bittencourt ao Sistema Anchieta/Imigrantes.

Segundo a SPMar, a média diária de veículos que trafegam pelo Rodoanel trecho sul é de 22 mil veículos por trecho, totalizando 44 mil. Já o trecho oeste do Rodoanel, administrado pela concessionária Rodoanel Oeste, que integra as rodovias Raposo Tavares, Castello Branco, Régis Bittencourt e o sistema Anhanguera/Bandeirantes, recebe cerca de 240 mil veículos por dia.

De acordo com a CET, as médias de lentidão registradas no segundo semestre de 2010, em comparação ao mesmo período do ano anterior, mostraram uma melhora de 22%, passando de 72,9 quilômetros para 56,9 quilômetros, das 7h às 20h. Com as restrições de caminhões, a Avenida Bandeirantes reduziu os congestionamentos em 69%, passando de 5,3 quilômetros para 1,6 quilômetro. Na Marginal Tietê, o ganho, segundo a CET, foi de 51%, passando de 18,4 quilômetros para 8,9 quilômetros.

“Mesmo com o aumento de 22,9% na frota registrada de veículos entre os anos de 2007 e 2010, os índices de lentidão no ano passado permaneceram abaixo dos níveis registrados em 2008 e 2009. Pela primeira vez desde 2007, a média anual de lentidão nos horários de pico da manhã e da tarde ficou abaixo da casa dos 100 quilômetros, registrando uma média de 99 quilômetros em 2010”, respondeu a CET à Agência Brasil.

Segundo o engenheiro e mestre em transportes pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Sergio Ejzenberg, o “remédio que se tem dado para a cidade não funciona”. “Quando se planta asfalto, se colhe congestionamento. Abrindo mais vias, mais se estimula o uso do automóvel”, disse Ejzenberg.

Para os três especialistas, passado praticamente um ano desde que foram entregues, as obras do Rodoanel e da Marginal Tietê já se mostram saturadas e insuficientes para conter o problema do trânsito. “Essas obras viárias na cidade foram todas inúteis. A Marginal Tietê, um ano depois, já voltou a ter congestionamento”, disse Figueira. “Se tivéssemos dobrado a nossa linha de metrô, em vez de investir no Rodoanel ou em asfalto, isso teria feito uma diferença enorme na qualidade de vida das pessoas”, ressaltou Ejzenberg.

Concentrar esforços na construção ou ampliação de vias é um “erro estratégico, um viés antissocial e antidemocrático”, afirmou Figueira. E o problema, segundo ele, é que esse modelo observado na capital, que prioriza o transporte individual, está se “replicando” em todas as cidades do país. “Todas as cidades brasileiras vão entrar em colapso nos próximos dez anos se mantivermos esse mesmo modelo do automóvel”, disse.

Uma das soluções, segundo ele, seria o Poder Público investir a curto prazo no transporte de ônibus, ampliando os corredores e melhorando o serviço, e, a longo prazo, em metrôs e trens.

“Se houver alternativas, as pessoas deixam de utilizar o veículo porque o custo é muito grande: tem de colocar capital naquele bem que vai se depreciar; gasta-se combustível, que está muito caro; gasta-se estacionamento; corre-se o risco de receber multa e perde-se o tempo de deslocamento sem poder atender o telefone, fazer alguma coisa. Ao passo que se estivesse num transporte de massa digno, poderia aproveitar o tempo de deslocamento para ler um jornal, estudar, se atualizar e até dormir um pouquinho”, afirmou Ejzenberg.

Para que as pessoas sejam estimuladas a deixar o carro em casa, optando pela utilização do transporte público, Nakano afirma que a primeira necessidade é ampliar a oferta, fazendo com que ele atinja todos os pontos da cidade. O transporte também precisa ser frequente, confiável, confortável e estar integrado com as demais redes e linhas. Outra ideia defendida pelo arquiteto é a criação do pedágio urbano, cobrado pelo uso do veículo que circule, por exemplo, na área central da cidade nos horários de pico. “Esse dinheiro que será arrecadado é importante que seja convertido para investimentos no transporte público, alimentando investimentos de expansão da oferta”, ressaltou.

Mas os pedágios só podem ser implantados, segundo Nakano, na medida em que todas as regiões de São Paulo estiverem conectadas com o transporte coletivo e que as oportunidades de emprego migrem do centro da capital para as áreas mais periféricas.

Nakano acredita que os canteiros das principais avenidas da capital poderão ser utilizados para a instalação de monotrilhos e que a cidade deve investir também no transporte de motocicletas e bicicletas como uma alternativa de transporte, desde que não fiquem circulando entre os carros, o que provoca conflitos e acidentes.

Segundo Ejzenberg, São Paulo paga um preço muito alto pelos congestionamentos, o que já começou a provocar uma mudança de hábitos na população e nas empresas, que preferem perder clientes distantes de seu raio de atuação a pagar um preço alto pelo deslocamento. “São Paulo está perdendo oportunidades de negócio. A capital está deixando de ser, a longo prazo, o motor nacional porque não anda. O custo indireto do congestionamento é a poluição e a perda da qualidade de vida, que se refletem em baixa produtividade”, afirmou.

Da Agência Brasil via Diário de Pernambuco

Mais uma dica da Elisa

domingo, 1 de maio de 2011

Moradores criticam obra de passarela

"Acabou nosso sossego." É assim que os moradores dos bairros do entorno do Trecho Sul do Rodoanel, em Santo André, resumem a vida que levam depois que o complexo foi inaugurado. Moradores do bairro Clube de Campo reclamam que, além da poeira e das rachaduras nas casas por conta das máquinas pesadas usadas na construção, agora eles não dormem com o barulho dos caminhões que transitam na via.

Como o bairro atualmente está separado em duas partes pela rodovia, para chegar ao outro lado os moradores costumam ir por baixo da via, por meio de uma alça construída para a passagem de carros. É ali também que está situado o ponto de ônibus mais próximo.

Na noite de hoje e início da manhã de amanhã as proximidades entre o Km 83 e o Km 84 do Rodoanel ficarão interditadas para lançamento das duas últimas vigas da construção de uma passarela que ligará as duas partes do bairro. Segundo trabalhadores da obra ouvidos pela equipe do Diário, o serviço deverá ser concluído dentro de aproximadamente dois meses.

Para os moradores, a passarela não deve amenizar em quase nada suas dificuldades atuais. Por ser um trecho mal iluminado e que deverá ficar encoberto pelos morros da margem da pista, os moradores continuarão optando pela passagem por baixo da rodovia, porque acreditam que a parte superior deverá ser mal iluminada e insegura. "Pelo menos ali (por baixo da pista) tem movimentação de carros até tarde da noite", comentou o vigilante Ubiratan Coutinho, 28 anos.

O diretor executivo da SPMar, concessionária que trabalhará com a Dersa na construção da passarela, Marcelo Afonseca, disse que a obra deverá seguir um padrão e, por isso, contar apenas com grades de proteção. Não estão previstos no projeto postes de iluminação.

"Vai ser mais um ponto de encontro de usuários de drogas", opinou uma moradora do bairro.

EXEMPLO

O SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) possui 60 passarelas nos 177 quilômetros de extensão. Em 2010, a concessionária registrou 82 atropelamentos em todo o SAI, resultando em 24 mortes. Nesses três primeiros meses do ano, foram dez atropelamentos com quatro mortes. "As ocorrências acontecem nas proximidades da zona urbana, sendo boa parte delas a menos de 200 metros de uma passarela", informou a Ecovias.

Fonte: DGABC

dica da companheira Elisa